03/02/2010

FeniX Linux dá show de amadorismo e violação de direitos autorais

Ainda buscando uma alternativa à minha distribuição Linux atual (pretendo migrar minha workstation para alguma outra distribuição, mas ainda não decidi qual) acabei me aventurando nos terrenos acidentados de distribuições Linux comerciais. Nada contra ganhar dinheiro - até eu gosto - mas uma distribuição específica me interessou.

Trata-se do FeniX Linux, uma mistura heterogênea de Windows®, Debian Lenny e óleo de peroba. Ok, não há nada tão especial em relação ao sistema, visto que é possível instalar o Wine, Compiz e jogos piratas em qualquer distribuição... Mas se me perguntar o que mais me chamou a atenção, eu diria que, sem dúvidas, foi o endereço que eles armazenam os backups e ISOs de sistema, onde convenientemente habilitam a listagem de diretórios.

Me pergunto por que renomearam os pacotes do xbindkeys para merda*.deb, talvez para se adequar melhor ao sistema? Como diria GLaDOS - este é um mistério que resolverei depois.

ISO gravada, mãos à obra. Utilizei uma máquina de testes para fazer a instalação. Cheguei a pensar que ele poderia sequer iniciar a instalação, mas para minha surpresa correu tudo bem.

Mal posso esperar.
Observação importante: Este sistema foi testado com um monitor Positivo, mas a Positivo não embarca o FeniX Linux em suas máquinas. Não confundam as coisas.

O primeiro boot - LILO personalizado.

USplash

Esta é a primeira tela que o usuário vê ao iniciar o sistema. Tratando-se de um sistema que deveria ser simples, não faz muito sentido ter um ícone para o Konsole logo de cara, mas releva-se. O ícone do canto superior direito leva à um PDF contendo aproximadamente 40 páginas de documentação do sistema Fenix. Não tive paciência para ler.

Uma remasterização do Debian Lenny.

Os jogos já vêm pré-instalados - basta selecionar o jogo e clicar em "Executar jogos instalados" para jogar. Os botões de instalar não funcionam. Só eu achei isso um pouquinho errado?


Segurança é o ponto forte do Fenix - que tal usar o sudo sem restrições? Ah sim, já falei que o sistema não pede senha em momento algum? Por sorte ele não vem com nenhum servidor SSH ou VNC pré instalado.

Durante uma breve - porém minuciosa - investigação, utilizei meus superpoderes de leitura e descobri que o FeniX Mail é na verdade o Mozilla Thunderbird, e que o aMSN não suporta o protocolo AIM, apesar do gigantesco-ícone-que-não-possui-relações-com-o-aMSN sugerir isso.

Nova parceria FeniX/Microsoft®?
Ei! Quem 'scannou' meus documentos?

Ah sim, que surpresa.

Estas imagens falam por si.

Escondam-se que a RIAA vem aí.

Essa foi demais. Web designers, temam pelos seus traseiros. Que tal instalar o Internet Explorer 6? E o 5.5? E o 5.0?

Este script milagroso resolve qualquer problema de hardware, corta unha, tira lixo e atira lasers. Sério!

Me pergunto o que o VirtualBox faz ali, e o que o repositório padrão não faz.


Não passei muito tempo brincando com o sistema, mas já deu pra ter uma boa idéia do que quero mostrar. Evitarei fazer mais comentários, é fácil tirar suas próprias conclusões após ver os screenshots acima.


Agora só resta rezar para que ele não renasça das cinzas.

05/12/2009

Fixando servidores DNS em sistemas Linux

Ao fazer uma requisição DHCP, o dhclient tem a incômoda mania de reescrever o arquivo /etc/resolv.conf de acordo com a resposta do servidor. Isso pode ser um incômodo para quem não dispõe de um roteador ou modem que permita a configuração de endereços personalizados.

O fato é que, dependendo da distribuição Linux, o arquivo resolv.conf não deve ser editado manualmente, pois poderá ser sobrescrito posteriormente por algum serviço do sistema (por exemplo, dhclient ou network manager).

Uma das formas de evitar a sobrescrita do resolv.conf (que eu considero errada), seria impedir a escrita deste arquivo através do comando chattr, que por motivos óbvios não vou explicar com detalhes. A forma que considero correta é a edição do arquivo /etc/dhcp3/dhclient.conf, alterando a forma como fará as requisições, e é isso que vou explicar em três pequenos passos.

Já adianto que apenas o primeiro e terceiro passos são realmente necessários - explicarei o motivo adiante.

1 - No arquivo /etc/dhcp3/dhclient.conf, remova o indicador de comentário da linha à seguir que, no meu caso, é a linha #20. Substitua o endereço padrão pelos servidores DNS desejados, separando-os com vírgula e espaço como no exemplo. Eu adicionei os novos servidores DNS da Google, além dos do OpenDNS.
Esta alteração irá anexar os servidores DNS especificados ao arquivo resolv.conf, antes de qualquer outro servidor buscado pelo dhclient.

de:
# prepend domain-name-servers 127.0.0.1


para:
prepend domain-name-servers 8.8.8.8, 8.8.4.4, 208.67.222.222, 208.67.220.220


2 - Remova a requisição"domain-name-servers" do bloco "request" como no exemplo abaixo, que fica logo abaixo de "prepend". Salve e feche o arquivo.
Isto irá evitar que o dhclient busque servidores DNS ao fazer uma requisição DHCP, o que evitará que os servidores que o provedor de acesso (ou o modem/roteador) informar sejam adicionados ao resolv.conf.
É seguro ignorar este passo - caso não o faça, os servidores padrões continuarão a ser adicionados, porém os servidores especificados anteriormente serão utilizados primeiro. Não sei quanto a você, mas quanto menos modificações forem necessárias mais feliz eu fico.

de:
request subnet-mask, broadcast-address, time-offset, routers,
domain-name, domain-name-servers, domain-search, host-name,
netbios-name-servers, netbios-scope, interface-mtu,
rfc3442-classless-static-routes, ntp-servers;


para:
request subnet-mask, broadcast-address, time-offset, routers,
domain-name, domain-search, host-name,
netbios-name-servers, netbios-scope, interface-mtu,
rfc3442-classless-static-routes, ntp-servers;


3 - Force uma nova requisição DHCP com o comando de terminal abaixo. Substitua "eth0" pelo nome da sua interface de rede.

# dhclient eth0

28/08/2009

Ronald Jenkees - Disorganized Fun

No final de Julho, Ronald Jenkees lançou seu tão esperado segundo álbum - Disorganized Fun - e eu só fui descobrir uma semana atrás.
Bem, música não é a minha especialidade, mas eu gostei do que ouvi. Só senti falta de um nerdcore como 56k Rap, a penúltima faixa de seu primeiro CD, Derty.
Ok, você já leu demais. Vá até o canal de Ronald Jenkees no youtube e assista alguns de seus vídeos, material bacana.

Ambos álbuns de Jenkees estão disponíveis - por um preço mais do que justo - em seu site. Você pode baixar as faixas separadamente por US$1 cada, o disco inteiro por US10, ou por um pouquinho mais pode pedir o CD físico.

www.ronaldjenkees.com
Ronald Jenkees no Youtube

20/08/2009

Novo Pidgin com suporte à audio e vídeo

O tão sonhado dia (quase) chegou - Agora o Pidgin já suporta chamadas de áudio e vídeo, mas apenas para o protocolo do GTalk e outros compatíveis. Além disso, este suporte ainda não foi extendido ao Microsoft Windows. Pode não ser exatamente o que todo mundo esperava, ainda mais considerando que o combo MSN + Windows é o mais utilizado no Brasil, mas já é um grande passo! Talvez não estejamos assim tão longe de não depender de um mensageiro para cada função.

Pra quem não conhece, o Pidgin é um mensageiro instantãneo com suporte a vários protocolos diferentes. Caso ainda não conheça o Pidgin, dê uma lida no artigo onde explico mais detalhes sobre ele.

O Pidgin, atualmente na versão 2.6.1, pode ser obtido através de seu site oficial.
pidgin.im

Mais informações
opt | geek - Reúna seus messengers em um só

17/08/2009

Livro recomendado - Certificação LPI-1

Sobre o LPI
O Linux Professional Institute - LPI - é uma organização sem fins lucrativos, sediada na California - USA e constituída em 1999 pela comunidade Linux, e, desde então, desenvolve de forma acessível um programa de certificação em sistemas GNU/Linux reconhecido internacionalmente por empresas, empregadores e profissionais de TI.

A certificação LPI está entre as 10 mais procuradas do mundo por profissionais da área de Tecnologia da Informação, segundo o site Certcities.com, especializado no assunto.
de lpi.com.br


Trata-se de um livro indicado para estudo de sistemas operacionais GNU/Linux (independente de distribuições específicas), focado na prova do primeiro nível da certificação LPI.
Desde que comecei a trabalhar com o Ubuntu venho me aprofundando nesta área e por acaso comecei a estudar e buscar referências através desse livro. Apesar da quantidade enorme de informação disponível na internet, treinar com um livro na mão facilita e agiliza o aprendizado - E o livro Certificação LPI-1, atualmente em sua terceira edição, serve muito bem a seu propósito.
Vale lembrar que não é um quick start guide, é um livro para quem já conhece os fundamentos do Linux e quer se aprofundar no sistema ou planeja conseguir ao menos a certificação LPI-1.

O livro, escrito por Luciano Antonio Siqueira, contém 252 páginas de conteúdo e exercícios e pode ser adquirido no próprio site da Linux New Media por R$99, através do endereço abaixo.

http://www.linuxnewmedia.com.br/shopping/livro/certificacaeo_lpi_1_3_edicaeo